A passagem

 

Estava escuro. Na aldeia da tribo, todos se reuniam em volta da fogueira. As mulheres e crianças cantavam. Alguns homens batucavam uma percussão, enquanto os outros faziam os preparativos. O imamu, nosso líder espiritual, recitava algumas preces de frente para a fogueira.

Era a noite da minha passagem. Naquela noite, eu seria consagrado como um homem em minha tribo. Nenhum dos adultos dizia para nós como era o ritual (era proibido falar sobre isso), e por isso ficávamos muito ansiosos por isso. E, após aquela noite, eu receberia o meu papel e meu espaço entre os adultos da tribo.

Eles me consagrariam como guerreiro, eu tinha certeza. Eu era forte e rápido. E tinha muita determinação. Se havia algum papel a desempenhar na tribo, era o de guerreiro. E desde que Mosi, meu irmão mais velho, foi consagrado guerreiro, eu só aguardava a minha hora, ansioso. Meus pensamentos voavam longe enquanto a cerimônia começava.

Precisávamos de guerreiros. A nossa região estava sendo invadida por um povo forasteiro. Invadida por um povo agressivo e belicoso. De pele clara e cabelos amarelos, eles atacavam as aldeias na região, capturavam homens, mulheres e crianças, e os levavam, matando todos aqueles que se opusessem. Ninguém retornava. Uns diziam que eles estavam procurando por algo. Por nosso grande tesouro. Logo invadiriam a nossa aldeia. Era hora de eu ajudar na luta. Meu povo precisava de mim.

A cantoria continuava, ficando mais forte conforme os batuques se intensificavam. Três homens começaram uma dança muito complexa, ritmada ao som da percussão, que se intensificava, tanto em velocidade quanto em volume. O ritmo estava hipnótico com a cantoria. Zuberi, meu tio materno, pôs a mão no meu ombro, me indicando que minha hora tinha chegado. Assenti com a cabeça. Estava nervoso, mas me sentia preparado.

Eu me levantei e caminhei de peito cheio até a frente da fogueira, de costas para o imamu e de frente para as mulheres e crianças. Dois homens se aproximaram, um de cada lado, e seguraram meus braços e me arrastaram dois passos para trás. Zuberi se aproximou pela frente, com uma cumbuca nas mãos. Na cumbuca, um tipo de tinta avermelhada. Ele começou a passar a tinta na minha pele. Passou no peito, no pescoço e nos ombros. A tinta era um pouco ácida, e ardeu um pouco no contato com minha pele. Mas depois, começou a gelar, como se tivesse passado um vento muito frio em mim. Mas eu sabia o que estava por vir.

Meu tio se afastou. Nesse momento, os dois guerreiros ao meu lado apertaram meus braços, segurando com muita força. Então, o imamu começou uma canção diferente, com palavras místicas em uma língua ancestral até para nós. A percussão e as mulheres e crianças pararam de cantar. Só se ouvia a voz dele. Eu tive medo. Já havia visto esse rito várias vezes antes, e sabia o que aconteceria.

Olhei para o lado, e Jelani, o chefe da aldeia, estava com uma tocha nas mãos. Ele se aproximou, enquanto o imamu continuava sua cantoria com uma voz muito forte. Eu fiquei quieto, mas queria sair dali. Hesitei, tentando puxar meus braços. O guerreiro ao meu lado segurou com mais força e falou no meu ouvido:

–Vai passar. Feche os olhos que vai ser melhor.

Eu fechei os olhos. Depois, virei a cara. Só ouvia a cantoria do imamu e sentia o chefe Jelani se aproximando com a tocha. Ele parou na minha frente. Nesse momento, o imamu parou de cantar, e começou a recitar uma consagração aos grandes espíritos. Mas eu estava muito assustado para conseguir prestar atenção. Então Jelani se aproximou e tocou a tocha em meu peito.

Nossa! Como aquilo doeu! No momento que ele tocou a tocha no meu peito, toda a tinta se incendiou. Meu peito literalmente pegou fogo. Eu senti uma dor muito aguda. Devo ter gritado, assim como muitos antes de mim, enquanto aquelas chamas tomavam meu corpo onde a tinta estava pintada. Deve ter sido a maior dor que eu já havia sentido na minha vida.

Depois de um tempo naquela dor horrível, o fogo se apagou. Abri os olhos. Jelani já havia se afastado, e nosso imamu estava ao lado, cantando a mesma canção de antes. Eu estava lacrimejando, e me sentia bem fraco. Quando os dois guerreiros me soltaram, eu desabei de joelhos. Respirei um pouco e, com um pouco de ajuda, me levantei.

O imamu se aproximou de mim com uma cabaça nas mãos. Parou de cantar e me disse:

–Beba tudo.

Peguei a cabaça de suas mãos e virei em minha boca sem pensar. Tinha um gosto amargo horrível, mas tomei tudo rapidamente. Ele, então, apontou para meu tio e me disse:

–Tendaji… Chegou a sua hora. Siga-o. Ele te guiará assim como foi guiado. Veja nosso grande segredo. Encare seu destino. Você parte daqui como menino, mas voltará para nós como homem.

Meu tio acenou para mim. Fui a sua direção. Sem dizer nada, ele se virou e começou a caminhar para fora da vila. Eu o segui.

Caminhamos por um bom tempo savana adentro. A aldeia já tinha se distanciado. A noite já estava escura, e esfriava muito. E continuávamos caminhando. Lentamente, conforme caminhávamos, eu comecei a passar mal. Meu peito doía. Eu sentia calafrios e tonturas, e estava suando frio. O mundo girava. Mas meu tio continuava me guiando sem falar nada. Em um momento, eu parei:

–Tio. Eu sinto tudo rodar.

Ele parou e olhou para mim:

–É a poção agindo. Mas não se preocupe, falta pouco. E depois, tudo valerá a pena. Você vai ver.

Continuamos. E enquanto caminhava, eu sentia meu corpo estranho. Era como se eu estivesse em outro lugar. Vi os invasores de nossas terras. Eles tinha peles e cabelos claros, mas havia junto com eles pessoas de pele escura, como nós. Mas não eram como nós. Suas feições eram diferentes e suas roupas, estranhas. Eram outro povo forasteiro. Subitamente, eu acordei.

–Tendaji! Acorde! –Era a voz de meu tio. Eu olhei para ele, assustado. Ele continuou. – Chegamos.

Olhei em volta. Não sabia onde estávamos. Era uma savana, mas acho que era bem longe de casa. Perto dali, um planalto. O céu ainda estava escuro, mas parecia que não faltava muito para o amanhecer. Devíamos ter caminhado madrugada adentro. Fomos até o sopé da elevação, Meu tio me falou:

–Chegamos. O segredo de nosso povo fica lá em cima. Vamos ter que subir.

O planalto não era tão alto, e em sua parede havia inúmeros apoios para as mãos e pés, reforçados por gerações dos nossos que subiram para fazer sua consagração. Mas para mim, que estava cansado e fraco, foi uma subida muito desgastante. Enquanto subia, repetia para mim mesmo que queria me tornar um guerreiro, um caçador, da tribo. E isso me dava ânimo para continuar a escalada. Eu seria um guerreiro, e com minha força, poderia vencer os forasteiros. Poderia proteger o nosso grande segredo…

“Mas afinal”, pensei eu “que segredo é esse que eles tanto procuram e tanto mataram para encontrar?”. Comecei a tentar adivinhar… “Seria uma arma? Um templo ancestral? A tumba de algum antepassado? Um grande totem? Algo de grande valor?” O que seria?

Depois de um tempo, chegamos. Meu tio, na frente, me ajudou e me puxou para cima. Ele estava animado.

–Você foi bem. Seu irmão quase caiu duas vezes quando eu o trouxe. Pronto. Estamos aqui – e apontou para o centro do planalto – Nosso segredo.

Eu olhei em volta. Não parecia haver nada demais. Uma árvore, com algum ninho de pássaro nela. Alguns arbustos. Algumas pedras grandes. Mais nada

–Não entendi, tio. Cadê nosso segredo? Porque viemos aqui?

Ele sorriu. Apontou na direção da árvore.

–Ali.

Eu olhei para a árvore com mais atenção. Ela parecia retorcida, e bem baixa. Mas tinha galhos fortes. Olhando de novo, confirmei: havia mesmo um ninho de pássaro apoiado no tronco retorcido. Mas não via nada demais. Parecia uma árvore antiga, mas eu não entendi. Era esse o grande segredo da nossa tribo?

–Uma árvore, tio? – Eu perguntei. Ele manteve o dedo apontado para a árvore:

–Não. No ninho.

Eu fiquei inconformado:

–Um pássaro, tio? É esse o nosso grande segredo? Viemos até aqui por causa de um pássaro? É isso?

Ele debochou de mim:

–Isso mesmo.

Eu continuava pasmo. Como assim “por causa de um pássaro”? O sol estava quase nascendo.

–Tá… E agora, o que faço? Tornei-me um guerreiro? É isso?

–Ainda não. Você tem que ir até lá.

Eu levantei e comecei a ir em direção à árvore. Ainda estava um pouco fraco e zonzo. Parei e me virei para o meu tio:

–Só isso? Só ir até ele?

Ele mantinha o sorriso debochado no rosto:

–É “ela”.

–“Ela”?

–Sim, “ela”.

–E o que eu faço com “ela”?

–Você não quer ser um guerreiro? Converse com ela. Depois disso você pode ser o que você quiser.

Achei aquilo ridículo. Uma piada de mau gosto do meu tio. Deve ser assim com todos os jovens. Virei-me e fui caminhando até a árvore, irritado. Seu tronco era retorcido, e o ninho ficava na altura do meu peito. Lentamente eu me aproximei. Era um ninho de águias. Havia alguns ovos. Do seu lado, havia uma águia adulta, que me olhava fixamente.

Confesso que aquela foi a primeira vez que vi uma águia de perto. Ainda estava um pouco fraco, e não sabia exatamente o que fazer. Esbocei alguma fala:

–Oi, senhora águia. Tudo bem por aqui? Meu tio me mandou vir aqui falar contigo.

Ela continuava olhando na minha direção. Depois, pareceu me ignorar. Virei minha cabeça na direção do meu tio. Ele estava mais perto. Eu falei para ele:

–Tio… acho que ela não é de falar muito.

–Olhe nos olhos dela. –Ele respondeu. –E fale com respeito. Ela é Nuru, o espírito do nosso povo.

Eu assenti, contrariado. Olhei para a águia nos olhos. Dei um passo para perto dela. Ela me encarou.

–Olha… Eu acho que is…

O mundo parou. Foi como o tempo tivesse parado, e o mundo rodado várias vezes em um instante. Eu fechei os olhos e, quando abri, parecia tudo normal. Com uma diferença: em minha frente, sentada no tronco da árvore, estava uma moça. Uma moça com um rosto lindo enrolado em um véu vermelho, com um vestido roxo e amarelo. Ela tinha olhos penetrantes e um sorriso muito bonito. Olhou-me nos olhos com carinho e falou

–Oi, Tendaji. Tudo bem?

Eu estava bobo ainda com tudo o que estava acontecendo. Hesitei para responder:

–O-o-oi!

Ela riu:

–Você é igualzinho ao seu irmão. O Mosi está bem?

Eu ainda estava um pouco perplexo:

–Me-me-meu irmão? Sim, ele está. Está sim. Você o conheceu?

–Sim, sim! Ele veio aqui faz uns anos. Era igual a você. Todo sem saber o que falar. – E riu de novo, mas mais contida. Eu não sabia bem o que falar. Ela era um ser tão doce e simpático.

Por fim, depois de hesitar, perguntei:

–Você é Nuru? Quem é você?

–Sim, eu sou. –Ela respondeu, muito atenciosa. – Sou o espírito guardião do seu povo e dessas terras. Eu protejo não só a sua tribo, mas todos os kibwe. Mesmo que muitos deles não venham aqui como a sua aldeia.

Pensei nas palavras que ela tinha acabado de me falar.

–Nos protege? Como?

–Eu inspiro vocês – ela respondeu – Inspiro cada homem e mulher dessas terras. Cuido de seus sonhos. E falo nos corações de cada um deles. E no seu também.

Eu não sabia o que falar. Sentia-me tão pequeno, e ao mesmo tão acolhido perto dela. Minha mente pensou na no que vi ou sonhei enquanto caminhava até o planalto.

–E os forasteiros? Quem são eles?

Ela hesitou um pouco antes de responder:

–Eu não sei dizer ao certo. Eles vêm de longe. Não os conheço, infelizmente.

–E por que eles estão atrás de você? – Eu perguntei logo em seguida.

Ela falou em um tom mais melancólico:

–Eles não estão atrás de mim exatamente. Eles estão atrás do segredo do seu povo. Para tomar ou destruí-lo. Eles querem quebrar o espírito de vocês. Assim poderão conquistá-los e escravizá-los.

Eu fiquei tenso com a resposta dela. Ela percebeu minha mudança de humor e continuou.

–Mas não se preocupe comigo. Eles não podem chegar aqui. São pouquíssimos que sabem chegar nesse lugar. Na sua aldeia, só o seu tio Zuberi e o Faraji sabem chegar até aqui. É uma jornada que vai além do físico, e precisam de alguém que conheça o caminho para guiar vocês que estão fazendo a passagem.

–Faraji? – eu perguntei. Não conhecia esse nome.

–Ah sim. O Faraji. É o seu imamu. Uma pessoa tão respeitável, mas muito simpático. Gosto de conversar com ele. Mas faz tempo que ele não vem aqui me visitar pessoalmente. Só conversamos pelos sonhos dele… Mas ele não se lembra direito quando acorda. Peça para ele vir me visitar quando puder.

–Ah… –Hesitei de novo. – Peço sim.

–Seu tio vem sempre. Gosto dele também. Ele é muito bem humorado, e gosta mesmo de mim.

Aquilo tudo era muita novidade para minha cabeça. O imamu se chamava Faraji, e ele e meu tio vinham com frequência visitar o espírito guardião de nosso povo… Minha cabeça estava confusa com tanta informação. Ela olhou para mim e percebeu minha confusão.

–E você? Quer se tornar um guerreiro?

–Quero sim. Quero poder proteger a tribo dos forasteiros. Quero defender meus irmãos desses invasores e escravistas!

–Ah, vejo que você está animado com a ideia, não é?

–Estou sim – Respondi. – Estou fazendo a passagem hoje. Meu tio disse que eu precisava conversar com você sobre isso, e então eu poderia me tornar um guerreiro.

–Entendi –Ela disse. – Mas tem um problema.

Eu estranhei.

–Um problema? Qual?

Ela, que estava sentada na árvore o tempo todo, se levantou. Estava na minha frente.

–Eu preciso que você cumpra uma missão para mim.

–Uma missão? –Não estava entendendo direito. –Como assim? Que missão?

Ela segurou minha mão e se virou, me puxando bem delicadamente.

–Eu preciso de você para…

E minha memória apagou. Não me lembro de mais nada da conversa. Quando acordei, estava em minha cama, na aldeia. Já estava entardecendo. Eu não me lembrava do que aconteceu depois que Nuru segurou minha mão, mas de alguma forma eu sabia qual era minha missão. Uma missão importantíssima para nosso povo. Eu não seria um guerreiro da tribo. E aquilo mudou minha vida para sempre.

Poucos dias depois, eu fui buscar algumas ervas a pedido do imamu. Afastei-me da aldeia para pegá-las. No caminho eu fui emboscado. Eram seis homens. Quatro deles de cabelos e pele claros, e os dois outros de terras mais próximas, pelo tom de pele próximo do meu. Eles me cercaram. Sem reação, eu me rendi. Fui capturado, preso e amarrado.

Levaram-me até um acampamento. Lá, foi deixado junto de outras pessoas das aldeias vizinhas. Ficamos lá por mais um dia, com pouca água e e sem comida. No dia seguinte, nos fizeram caminhar por grandes distâncias, durante dois dias, embaixo de sol. Nos deram muito pouca comida, o suficiente para que conseguíssemos chegar ao nosso destino. Chegando a uma cidade, nos fizeram carregar madeiras e alimentos e nos embarcaram, com mais prisioneiros em um barco enorme, muitas vezes maior do que os da minha região. Fomos levados, através dos mares, para terras distantes, em uma viagem que levou a vida de muitos dos meus companheiros.

E agora, onde as esperanças deveriam ter acabado, minha missão começa. Pois naquele dia, quando eu estava me sentindo ofendido por achar que o grande segredo de nossa tribo era “apenas” um animal, Nuru, nossa guardiã, me acolheu e, ao meu coração, fez a minha passagem, me dando a missão da minha vida.

E a minha missão é essa: trazer a vocês, cativos, a esperança da liberdade. Nuru me enviou para o cativeiro para aqui, encontrar cada um de vocês e levar essa esperança. E levar a cada um de vocês o objetivo de poder voltar para nosso lar. Ela me deu a missão de prometer a cada um de vocês que nossos espíritos poderão descansar, um dia, na nossa terra natal, na terra de nossos filhos e irmãos queridos, longe do jugo cruel dessa escravidão.

Eu vim para cá para lutar, com vocês, a nossa luta: a luta contra o desânimo dessa vida, contra o espírito de abatimento que nosso cativeiro nos impõe. A luta contra os rigores do cativeiro e contra a opressão a que somos impostos. Lutar pela nossa dignidade, pelo nosso espírito e pela nossa esperança. E, acima de tudo, lutar pela nossa liberdade e pelo retorno ao nosso lar.

Temos que ficar juntos! E juntos ficaremos! Juntos, cuidaremos uns dos outros! E juntos conseguiremos escapar para o nosso real destino, que é voltar à nossa terra! Não podemos desistir!

Não se esqueçam do que lhes disse. Espalhem aos nossos irmãos e irmãs cativos. Ensinem aos seus filhos e filhas. Lembrem-se em seus corações de nossa esperança. Lembrem-se de nossa liberdade, que voa alto como uma águia. E no fim, mesmo que morramos, levaremos nossos espíritos para descansar lá, na terra dos nossos ancestrais.

Descansaremos aos pés do Planalto de Nuru, a nossa guardiã.

 

  7 comments for “A passagem

  1. Willian Fernandes
    23 de junho de 2017 at 15:58

    Nossa. Eu não tenho o que comentar, mas tenho uma pergunta, você criou a mitologia de Nuru e os nomes específicos ou é baseada em algo já existente?

    • Lucas Suzigan Nachtigall
      24 de junho de 2017 at 03:12

      Bem… eu me inspirei na língua Swahili (a mesma que também inspirou “o Rei Leão”). Mas não tem nada existente: inventei tudo pra escrever esse conto. Foram surgindo conforme eu sentia que precisava. Muito gostoso escrever esse conto 🙂

  2. VANESSA MAYUMI SATSUMA
    23 de junho de 2017 at 19:53

    Muito bom! Tu baseou nos seus estudos de faculdade? Devo dizer que aqui suas descrições foram muito bem dosadas, na medida certa para se sentir no ambiente.

    • Lucas Suzigan Nachtigall
      24 de junho de 2017 at 03:18

      Não exatamente… foi uma viagem 🙂
      Me baseei alguma coisa dos swahili (especialmente os nomes, que existem de verdade), mas inventei quase tudo. Foi uma jornada minha também ao lado do personagem.

  3. Fabio Baptista
    26 de junho de 2017 at 16:29

    Que orgulho alheio 🙂
    Parabéns!

    • Lucas Suzigan Nachtigall
      26 de junho de 2017 at 16:40

      Own <3
      Obrigado 🙂

  4. Wallace Nunes Oliveira
    4 de julho de 2017 at 21:49

    Legal essa contextualização dos indios e a relação com os animais, bem pensado.

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