Experimentando cafés

Hábitos.
Eles nos fazem ser quem somos, e desde que eu nasci eu tomo chá, meus pais que passaram esse costume  para mim para mim.
Eu nunca tentei mudar por quê, segundo as pesquisas eu aparentemente levava uma vida extremamente saudável e era provável que eu vivesse até os 120 anos.
Até que certo dia meu professor nos pediu para quê fizéssemos uma pesquisa sobre algo que ainda não tínhamos vivenciado por algum motivo.
As oportunidades eram infinitas, desde doce até as mais Gordurosas frituras.
 E dessa vez minha mãe não teria como me dar um sermão sobre o que era politicamente correto.
Uma vez na vida não me faria ter uma morte precoce certo?
Eu estava pensando sobre o que poderia ser no meu trabalho quando minha amiga Joy apareceu na minha frente .
Suas possibilidades havia dito de forma sorridente.
E agora eu estava analisando uma lista que ela havia feito:
  Bang Jump.
Paraquedas.
 asa delta.
E opções absurdamente perigosas que se algo saísse minimamente errado eu provavelmente acabaria sem o braço esquerdo por isso que risquei todos os esportes radicais da lista.
Quando eu perguntei quais eram as suas ideias ela me respondeu Alegremente salvar cinco cães abandonados.
Eu até ajudaria Mas Sou alérgico, já vivo a base de chá que me deixa sono, se misturar com antialérgico então provavelmente eu me tornaria uma gelatina de Tão  mole.
 Estávamos no shopping E Joy estava olhando as vitrines de pet shop para comprar alguns brinquedos.
Joy sempre teve suas compulsões por jogos, online, karatê e animais.
 E eu?
Nem sei se alguma vez já fiquei eufórico; isso de certa forma dá um vazio.
 Um vazio que eu não havia me dado conta de que eu precisava preencher.
Click.
Minha mente deu um estalo.
Joy estava distraída pensando em quais brinquedos poderia levar, enquanto eu corria para cafeteria mais próxima, era mais inofensivo do que as opções que a Joy havia me sugerido.
E eu ainda viveria até os 120 anos como era de se esperar diante dos meus hábitos saudáveis.
O cheiro de café me deu boas vindas não era algo que eu estava acostumado, mas sem dúvida nenhuma, era bom.
Agora só faltava sentir o sabor, será que era tão bom quanto o cheiro?
Eu esperava que fosse.
Peguei o cardápio eram mais de quarenta opções, por onde eu começaria?
Decidi pedir um latte de baunilha.
Será que escolhi bem?
Não demorou muito para chegar, peguei a xícara meio hesitante mudar um hábito depois de anos?
Estava meio quente e era doce e reconfortante, duas palavras: delicioso e viciante!!
Acabei com um copo médio de latte em menos de 15 segundos.
Foi uma sensação muito esquisita de saciedade e ao mesmo tempo abstinência, Alguém pode me explicar o que é isso? Se ao menos tem sentido?
Meu celular tocou me tirando dos meus devaneios.
O nome de Joy piscava na tela acompanhado da sua foto.
Atendi todo alegre para contar que já tinha conteúdo para a redação, mas ouvi as seguinte pergunta:
– Andrew seu idiota, onde você está?
– na cafeteria alguns metros a frente….
– Assim que eu te encontrar vou jogar chá de camomila na sua cara – e desligou.
Poucos minutos se passaram e eu me senti estranhamente ansioso, enquanto tamborilava os dedos na mesa.
Será que estou doente?
– você quer me matar de preocupação seu… – ela ficou muda quando viu o copo de café na mesa.
Ela piscou algumas vezes esfregou os olhos como se não acredita-se que não estava vendo aquilo, eu não posso culpar ela por isso.
– Você bebeu café? – me olhou pasma – não acredito que eu perdi isso!! É um evento histórico! – ergueu os braços exasperada.
– vamos registrar isso!  – me fez segurar o copo vazio e bateu uma selfie.
E Escreveu a seguinte legenda “esse copo com cafeína não é meu.”
– Então? qual foi o gosto? como é? ruim? – perguntou sem nem fazer uma pausa para respirar.
Depois disso voltamos a loja de pet shop, e de fato, pela primeira vez na minha vida eu entendi o que é Estar distraído.
E acho que ela percebeu, mas não brigou comigo, apenas sorriu.
Então tá né.
Ao chegar em casa mais tarde naquele dia eu fui para o meu quarto em menos de vinte minutos tinha terminado a minha redação.
…e então com essa experiência descobri novos e deliciosos gostos, sensações… de euforia, animação…
Acho que descobri um novo hobbie experimentar cafés, agora só falta provar as outras trinta e nove opções…”
Mais alguém está ansioso ou sou só eu? Será efeito da cafeína?

  1 comment for “Experimentando cafés

  1. 14 de novembro de 2017 at 21:14

    Oi, Júlia! Muito encantador o seu texto. Algumas passagens achei bem divertidas. “Foi uma sensação muito esquisita de saciedade e ao mesmo tempo abstinência, Alguém pode me explicar o que é isso? Se ao menos tem sentido?” Acho que descreveu direitinho o que acontece quando bebemos ou comemos uma coisa muito deliciosa. 😀 Para ficar melhor ainda, é preciso uma revisão. Eu costumo fazer várias depois que publico; parece que só então os problemas transparecem. Quero te sugerir uma olhadinha no uso das letras maiúsculas e minúsculas. 🙂

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