Um boêmio despertar

Era tarde da noite. A festa avançava sob o céu escuro. Em seus salões, comida e bebida farta. Os convidados divertiam-se. Centenas deles comiam, bebiam, conversavam. Inúmeros servos entravam e saíam, trocando os pratos e servindo a todos. Havia músicos em várias salas, que tocavam músicas alegres, animando o ritmo de uma festa que parecia não ter fim.

O palácio onde ela acontecia era imenso. Um sem número de salões, salas, quartos, câmaras, escritórios, bibliotecas, todos ricamente enfeitados em tons de vermelho misturado a todas as outras cores, ao dispor dos convidados. Intercalando, algumas cozinhas, dispensas e adegas, de onde os serviçais traziam os mantimentos da festa. De suas grandes janelas e belíssimas varandas podia-se ver o céu noturno, limpo e com uma belíssima lua cheia.

E a festa seguia longe.

Os convidados estavam animados, apesar do horário. Luxuosamente vestidos em todas as cores, usando máscaras de porcelana de diversos formatos e tamanhos, e festejavam com um êxtase quase hipnótico. Bêbados e sóbrios, eles dançavam como se não houvesse amanhã. Em alguns cômodos, entregavam-se aos prazeres da carne em um frenesi incontido. Comiam, bebiam, riam de pura e contagiante alegria.

Havia também alguns guardas, educada e discretamente patrulhando a festa. Usavam boinas vermelhas, roupas vermelhas e pretas, e peitorais metálicos bem polidos e detalhados. Não conversavam com os convidados, apenas impedindo que algum deles causasse confusão ou atrapalhasse o fluxo dos serviçais.

Em meio a esse turbilhão de convidados, nosso personagem se encontrava festejando. Ele era um jovem, com não muito mais de vinte anos. Cabelos pretos e bem cortados, com uma barba sutilmente por fazer e uma máscara branca que lhe cobria a região dos olhos, nariz e testa. Suas vestes eram muito belas, em branco e marrom, e estava coberto com uma capa de seda.

Como todos nos salões, ele cantava e dançava. Comia e bebia. Estava alegre, se divertindo muito com os demais convidados na festa, quase em transe. Era como um sonho. Completamente envolvido pela música, bebida e diversão, não conseguia pensar em nada de fora da festa. Nem do próprio nome se lembrava, ou como chegara ali. Ou mesmo desde quando estava naquela festa. Não pensava nisso. Só queria se divertir.

E ele ria. Rodopiava pela sala, indo até as mesas as bebidas. Bebia mais. Ao som da música, dançou. Puxou uma moça que estava próxima e dançou com ela. Ela lhe beijou com força e paixão, quase arrancando a língua de sua boca. Foram juntos até um cômodo mais isolado. Fornicaram como animais. Treparam como se mais nada importasse nesse mundo. Logo depois, voltaram para a festa, ignorando a presença um do outro.

E assim continuou. Durante um tempo, ele comia, bebia, se divertia. Sem descansar, festejava com desconhecidos, beijava pessoas que lhe eram estranhas, e se entregava de corpo e alma à festa.

Às vezes, pensamentos esparsos se juntavam em sua mente. “Qual o meu nome mesmo?”, “Quanto tempo faz que estou nessa festa?”, “Que horas são?”. Ele se pegava de vez em quando pensando nisso, às vezes tentando achar uma resposta. Mas logo mudava de ideia, e afogava suas dúvidas com vinho e música. E tudo voltava ao normal, em seu festivo transe regado a uma alegre balada, álcool e farta comida. E tudo isso continuou por uma eternidade.

Mas, em algum momento, algo mudou.

Em algum momento naquela festa, ele começou a se sentir zonzo. Tentou tomar um pouco de vinho, mas o cálice caiu de sua mão. Ele esfregou os olhos. Sua vista estava embaçada. “O que está acontecendo?”, ele pensou.

Tentou andar, mas cambaleou até uma parede, onde se apoiou, encostando a testa no braço. Sua cabeça doía, e ele se sentia como se a sala rodasse. Aquilo era muito estranho.

Quando tentou se recompor, teve uma forte tontura. Vomitou ali mesmo. Isso nunca tinha acontecido… naquela festa. “Mas pessoas vomitam quando bebem demais, não é?” A mente dele começou a pensar, e desesperadamente achar respostas. Tentava entender o que estava acontecendo. Mas ele não se lembrava de nada.

“Qual o meu nome?”, pensou. E vomitou de novo.

Nos minutos seguintes, ele permaneceu parado, com a testa apoiada no braço direito, tentando ordenar seus pensamentos. “Sim, pessoas vomitam se bebem demais. Eu bebi demais. Estou passando mal por causa do vinho”, concluiu.

Mas a resposta só trouxe mais dúvidas. “Por que aqui ninguém mais vomita?”, ele se perguntou. Começou a pensar e tentar responder. Mas outra pergunta surgiu. “Ninguém mais vomita?”. Ele não se lembrava de ninguém mais vomitando. Mas uma vez… “Eu lembro! Uma mulher vomitou no salão!”. E ele começou a tentar lembrar disso, mas era difícil. Nunca mais a vira, “Mas eu tenho certeza! Um dia eu vi uma mulher vomitando aqui!”. Quando, enfim, os pensamentos começaram a se organizar melhor.

“Espere! O que? Como assim “um dia”? Eu vi a mulher UM DIA? Há quanto tempo estou aqui?”

Ele não conseguia se lembrar. Só se lembrava dessa noite. Com esse céu limpo e essa gigantesca lua cheia. “Como cheguei aqui?” Vasculhou suas lembranças. Não se lembrava direito… Só se lembrava que… “Quando eu cheguei aqui a festa já tinha começado.”

Era isso! A festa já tinha começado quando ele chegou. Ele se lembrou do momento que ele entrou na festa. Quando viu esses salões festivos pela primeira vez. Estava começando a se lembrar. Só precisava pensar um pouco mais e…

Espere! Um guarda estava olhando para ele. Um olhar diferente. Parecia desconfiado. Tinha algo diferente nos olhos. Um brilho sombrio. Não dava pra definir muito bem. Mas era algo assustador.

Nosso personagem ficou com um pouco de receio disso. Sabia que tinha algo errado. Levantou-se com algum esforço, e começou a caminhar na direção do salão. O guarda se virou para segui-lo, mas ele entrou no meio das pessoas, cambaleando, e logo o despistou. Alguém o puxou para dançar. Ele dançou um pouco, e depois começou a caminhar na direção de outro salão. Tinha que pensar. Tinha que se lembrar. “Como cheguei aqui?”

Pensava enquanto caminhava pelo salão. Ora dançava com alguém, ora fingia que bebia. Mas ele estava ficando cansado. Estava um pouco melhor da tontura, mas seu corpo estava cedendo ao cansaço. Ele tinha que sair dali. Ele estava se lembrando mais ou menos da disposição do lugar, mas estava tudo muito nebuloso ainda para ele.

“Qual o meu nome?”, sua cabeça insistia em martelar a pergunta. Mas ele não se lembrava.

Começou a se lembrar… estava em um bar, bebendo cerveja. Uma pessoa se aproximou dele e puxou conversa. Ele não se lembrava dela inteira, mas se lembrava de uma parte do diálogo:

–Eu vi que você gosta de festas. E se eu te convidasse para a maior festa de todas? Uma festa tão incrível que você nunca mais vai querer sair?

Era isso. A pessoa disse isso. Após isso, pelo que se lembrou, entregou um pedaço de papel enrolado, amarrado com um laço vermelho, e deu instruções de onde a festa seria. Não era muito longe dali, pelo que ele se lembrava. Caminhou até lá, mas o que aconteceu depois foi meio nebuloso. Os detalhes estavam meio confusos… algo como terem-no deixado entrar, e dado as belas roupas e a máscara que ele estava usando. E então, estava na festa. Tudo estava meio bagunçado em suas memórias. Como foi que isso aconteceu, ele não tinha certeza. Mas estava tentando se lembrar.

Aos poucos estava recordando do salão por onde entrou na festa. Lembrou-se dele, de seus majestosos enfeites, estandartes e quadros. Lembrou-se de sua primeira impressão ao chegar na festa, maravilhado com a pompa do lugar. E, com dificuldade, foi lentamente se recordando do confuso caminho para chegar até lá.

Decidiu sair daquele lugar. Começou a caminhar na direção que acreditava ser o salão de entrada em um passo mais acelerado. Tinha que recuperar sua vida perdida, fosse qual fosse. Tinha que dar um basta à sua situação, e acordar daquele sonho horrível. Queria se lembrar de qual o seu nome. Tinha que alcançar a saída o mais rápido o possível.

No caminho, alguns guardas o olhavam com o mesmo olhar desconfiado. Com os olhos, acompanhavam-no em sua caminhada. Ele sentia que aquilo significava problema, e tentava não fazer contato visual com eles. Tinha que chegar logo, antes que acontecesse algo ruim. Porém, não tinha certeza do caminho, tampouco da distância. Era como se estivesse andando a esmo, era vigiado por aqueles guardas. E a cada passo, se sentia mais cansado. Sentia que suas pernas começariam a fraquejas a qualquer momento. Queria cair para frente e dormir, mas a urgência de sair de lá o mantinha acordado. Sentia seu coração bater forte, e quase pulava para fora do seu peito cada vez que passava perto de um guarda.

Andou por tantas salas que até perdeu as contas. Às vezes parecia que aquele lugar não tinha fim, ou que estaria andando em círculos de alguma forma. Algumas das salas pareciam tão iguais que a sensação de estar perdido ficava mais forte. Era como se aquele palácio realmente fosse infinito. Ou talvez, ele estivesse…

Sonhando!

Quando esse pensamento lhe veio à mente, ele parou. “É isso!”, ele pensou. “Isso é um sonho!”. E as coisas começaram a se encaixar e fazer sentido para ele. Ele estava sonhando, claro! Por isso aquele lugar parecia não ter fim. Por isso não conseguia lembrar-se de nada fora dessa festa direito. Ele estava sonhando!

Quando percebeu isso, olhou em volta. Estava no fim de um corredor. E logo no final dele, lá estava. O salão de entrada! Igual a como ele se lembrava! Os mesmos quadros, os mesmos adornos. Igual! E logo do outro lado dele, vigiada por dois guardas… a porta por onde ele entrou!

Estava perto da saída daquele lugar. Isso o reanimou muito. Não conseguia conter sua ansiedade. Só mais alguns metros e então ele estaria livre!

Caminhou confiante até a porta. Um dos guardas entrou na frente da porta e fez sinal para que ele parasse. Nosso personagem disse, em um tom bastante contente:

–Vocês poderiam me dar licença? Eu preciso passar.

O guarda respondeu em um tom bastante frio:

–Volte para festa, senhor. Não pode entrar aqui. –Seu tom de voz era estranho. Era como se a voz ecoasse de longe. Nosso personagem ficou um pouco receoso:

O outro guarda se aproximou. Estava olhando para ele com desconfiança. Com medo do que pudesse acontecer, ele respondeu:

–Tudo bem. Estou voltando. – e se virou, caminhando de volta ao meio das pessoas, enquanto olhava discretamente para os guardas.

Não podia deixar essa chance passar. Não sabia exatamente o que fazer, mas faria algo. Esperou por perto, olhando os guardas. Assim que o segundo voltou para sua posição anterior, e o primeiro saiu da frente da porta, ele começou a se aproximar discretamente, andando em meio às pessoas. Quando chegou a uns três metros de distância da porta, parou. Os dois guardas ainda não o tinham percebido ali. Olhou para a porta. Estava aberta. Pensou consigo mesmo “Eu preciso sair daqui”. Hesitou por alguns segundos. Respirou fundo.

“É agora!”

E disparou em direção a porta. Quando os guardas perceberam o que estava acontecendo, ele já estava muito perto para entrarem na frente. Quando percebeu que estava dando certo, ele ficou eufórico por dentro. “Eu consegui! Eu consegui!”.

Correndo na direção da porta, ele estava atravessando quando algo aconteceu. Sentiu o equilíbrio vacilar. “O que…?”, pensou. Havia tropeçado em algo. Sua perna estava presa. O primeiro guarda conseguiu reagir a tempo o suficiente para colocar a perna na frente dele, fazendo-o tropeçar e cair com tudo do outro lado da porta. A queda o deixou confuso por um instante sobre o que fazer. Ele hesitou novamente, antes de tentar se levantar e continuar correndo.

Logo depois, o guarda aproximou-se dele. Enquanto ele tentava se levantar, cambaleando, o guarda o pegou com a mão esquerda pelo colarinho de sua camisa e o empurrou com força contra a parede. Sem falar nada, socou nosso personagem na face. Uma, duas, três vezes. Sua máscara se quebrou e seus pedaços caíram no chão. E o guarda continuou socando-o até ele perder as forças. Quando enfim ele não conseguia mais ter forças para se manter em pé, o segundo guarda entrou na sala, e juntos eles o carregaram, quase desacordado.

Enquanto era arrastado, percebeu que havia novos guardas cuidando da porta. “Tão perto…” O arrastaram, fraco, por algumas salas. Ele via as pessoas festejando, alegres, como ele estivera outrora. Mas elas, por outro lado, pareciam não dar muita atenção a ele. Algumas simplesmente ignoravam-no. E enquanto era carregado, sua cabeça se perguntava “Qual é meu nome? Quem sou eu?”. No meio do caminho, os guardas pararam. Um homem, vestido de verde e preto, sem máscara se aproximou. O olhou para ele e conversou, um pouco contrariado, com os guardas. Mas por causa do barulho da festa, ele não conseguia ouvir a conversa dos três, e estava sem forças para prestar muita atenção. Alguns momentos depois, o homem se virou e começou a andar, seguido pelos guardas, arrastando o nosso personagem.

Por fim, chegaram a uma grande sala. Parecia ser grande um escritório: paredes em madeira, um luxuoso tapete vermelho, algumas estantes cheias de livros, objetos de arte espalhados pelo cômodo e, ao centro, uma escrivaninha com alguns papéis em cima. Sentado diante dela, um homem. Devia estar entre os quarenta e cinquenta anos. Bem vestido, não usava máscara, e tinha roupas escuras muito bem escolhidas e arrumadas. Quando os guardas e o homem se aproximaram carregando nosso personagem, se levantou e andou até a frente da escrivaninha:

–O que houve, diretor?

O homem vestido de verde e preto deu um passo à frente:

–Senhor, um convidado despertou. Nós o pegamos tentando sair do palácio. Acho que ele ainda não se lembrou de muita coisa.

Um pouco entediado e com um tom levemente aborrecido, o homem mais velho suspirou:

–Sei… Não precisam me incomodar cada vez que um convidado desperta. Mas, de qualquer forma, tragam-no aqui. Vejamos.

Os guardas se aproximaram com nosso personagem. Ele estava perdido, completamente distraído, maravilhado com o lugar. Não pela beleza da sala ou dos objetos expostos. Nem pelos homens sem máscara e pela cena que estava acontecendo diante de seus olhos. Isso era interessante, com certeza, mas não era com isso.

Ele estava maravilhado pelo silêncio da sala.

Pela primeira vez, ele não estava ouvindo aquela música alta, com pessoas falando aos montes. Estava tudo em silêncio. Ele conseguia escutar seu coração batendo. Podia escutar sua própria respiração. E, pela primeira vez, conseguia ouvir seus próprios pensamentos. E agora ele percebia como aquela música era hipnótica. Aos poucos, ele conseguiu começar a pensar sozinho. E a se lembrar.

Se lembrou que era um artesão. Se lembrou que era aprendiz de escultor em uma oficina. Se lembrou do rosto de alguns amigos. Qual era seu nome mesmo? “Meu nome? Meu nome…”

Seus pensamentos foram interrompidos pelos guardas o arrastando e o deixando de joelhos diante do homem mais velho. O senhor se curvou, aproximando seus rosto de nosso personagem.

–Então você despertou? Acontece… Há quanto tempo você está aqui? Vamos ver… –Colocou suas mãos sobre o rosto dele, puxando suas as pálpebras e olhando com muita atenção, como se estivesse lendo um livro – Três anos… Você está aqui há três anos. Você está em um estado pés…

Foi interrompido. O “diretor”, inquieto, tomou a palavra:

–Senhor… o que faremos sobre ele? Acha que podemos reconduzi-lo à festa?

–Diretor… ele não pode ser reconduzido – Se levantou e começou a caminhar de voltar para sua cadeira, onde sentou-se – Ele não será hipnotizado de novo por muito tempo. Além do que, olhe seu estado. Ele está acabado. Não conseguirá alimentar o mestre decentemente. Não vale o esforço. É melhor arrumar outro para seu lugar.

–Senhor… E o que faremos com ele?

O velho, sentado, respondeu sem dar muita atenção:

–Livre-se dele.

O diretor fez uma reverência:

–Sim, diretor! – e virou-se.

Arrastaram-no de volta para a festa. Ele continuava muito fraco, sem ter forças para reagir. Sua mente começava a nublar de novo, com seus pensamentos se misturando com aquela música, que agora soava como ameaçadora aos seus ouvidos. Os guardas também pareciam diferentes agora. Ao invés de pessoas, eram como sombras aos seus olhos. Sombras que o carregavam pelos salões em que ele outrora festejava, como se não houvesse amanhã. Sua cabeça, nublada, se questionava “Que lugar é esse? Qual o meu nome?”.

Arrastaram até uma porta de ferro. Tirando uma chave de seu cinto, o diretor a abriu. Dentro dela estava escuro. Nosso personagem só conseguia ver uma escada para baixo. Ele ficou muito assustado com aquilo, e tentou reagir quando os guardas se aproximaram. Mas estava muito fraco, e não teve muito sucesso. Eles o lançaram com força pela escada, e ele caiu rumo à escuridão.

Não acordou.

Era tarde da noite. A festa avançava sob o céu escuro.

  4 comments for “Um boêmio despertar

  1. 14 de junho de 2017 at 08:33

    Oloco, que brisa doida. Haha. Curti bastante a ideia, e voce soube transmitir bem a confusão mental do personagem. Uma coisa que notei, e isso do outro conto também, é que você é muito descritivo. No começo, quando ainda não conquistou a curiosidade do leitor por completo, uma descrição muito longa pode fazer ele cansar e desistir de ler até o final. Eu não vejo problemas em ler uma boa descrição de cenário quando ja estou presa na história, mas se ainda não sei do que se trata acabo me desanimando. Mas isso é minha opinião. Talvez outros participantes do desafio tenham opiniões diferentes sobre isso 🙂

    • Lucas Suzigan Natchigall
      14 de junho de 2017 at 08:38

      Obrigado pela dica, Will 🙂

  2. Will
    14 de junho de 2017 at 21:03

    Gostei bastante da história. As descrições foram boas e me permitiram ver o cenário, ainda que as vezes, principalmente no começo, foram significativamente repetitivas. Bem vindo ao desafio!

    • Lucas Suzigan Natchigall
      15 de junho de 2017 at 01:58

      Obrigado 😀
      Acho que é o segundo conto que escrevo. Vamos vendo se me aprimoro ^^

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